A polémica centra-se na oposição do chefe de Governo à divulgação pública do número da matriz de vários dos seus imóveis. A controvérsia surgiu com a notícia de que Luís Montenegro se teria oposto à divulgação pública do número da matriz de 55 imóveis. Em resposta, o gabinete do primeiro-ministro emitiu um comunicado a esclarecer que a oposição se referia apenas a seis imóveis urbanos ligados à sua residência e família, e não ao total de 55. A justificação apresentada foi a necessidade de proteger dados pessoais sensíveis e garantir a segurança do governante e da sua família, argumentando que a divulgação representaria um "risco acrescido" e implicaria custos "impraticáveis e dispendiosos para o erário público" em meios de segurança.

O comunicado sublinhou que todos os imóveis foram devidamente declarados à Entidade para a Transparência (EpT) e que a lei permite esta oposição.

A situação gerou reações diversas entre os comentadores.

Anabela Neves considerou que Montenegro "agiu mal" ao não responder de imediato aos jornalistas.

Por outro lado, Helena Matos referiu que este "é um comportamento corrente" entre políticos e criticou a EpT por dificultar o acesso à informação.

Miguel Pinheiro classificou a experiência com a entidade como "péssima", acusando-a de uma "interpretação da lei muito restritiva" que prejudica a capacidade de escrutínio.