O incidente, que obrigou os pilotos a recorrerem a mapas em papel, intensifica as tensões entre a União Europeia e a Rússia num momento de elevada sensibilidade geopolítica.

O episódio ocorreu durante a aproximação ao aeroporto de Plovdiv, quando os sistemas de navegação da aeronave foram desativados por uma interferência externa, conhecida como "jamming".

As autoridades búlgaras e a própria Comissão Europeia confirmaram a suspeita de que a interferência foi deliberada e perpetrada pela Rússia, embora o Kremlin tenha negado veementemente qualquer envolvimento.

O incidente é interpretado por vários analistas militares, como a comentadora Diana Soller, como "um aviso" de Moscovo, que consideraria a viagem de Von der Leyen "muito inoportuna", especialmente no contexto dos seus esforços para garantir o apoio contínuo à Ucrânia.

A capacidade técnica da Rússia para realizar este tipo de ações é amplamente reconhecida. A análise não é, contudo, unânime; o major-general Agostinho Costa considerou "muito pouco provável" a autoria russa, sugerindo que a presidente da Comissão Europeia "está a pôr-se em bicos de pés para dar a ideia de que é uma pessoa importante".

A crescente frequência destes incidentes foi corroborada por um alto responsável militar alemão, Carsten Breuer, que revelou ter sofrido interferências semelhantes em voos sobre o Mar Báltico, indicando uma nova frente de táticas híbridas na região.