O debate, que juntou o atual presidente Carlos Moedas (PSD/CDS/IL), Alexandra Leitão (PS/Livre/BE/PAN), João Ferreira (CDU) e Bruno Mascarenhas (Chega), teve como tema central e fraturante o acidente que vitimou 16 pessoas. Carlos Moedas defendeu a sua atuação, afirmando que uma demissão “seria cobardia” e que o seu “julgamento será feito pelas pessoas”.

A sua estratégia passou por defender o legado de um mandato que classificou como “absolutamente único”, posicionando-se como vítima comum dos restantes candidatos.

Alexandra Leitão, a principal adversária, centrou as suas críticas na degradação geral da cidade sob a alçada de Moedas, mencionando problemas de lixo e falta de investimento na Polícia Municipal, embora tenha sido mais contida na exploração política direta da tragédia. João Ferreira, da CDU, foi destacado pelo seu profundo conhecimento dos dossiês da cidade, criticando tanto o PS como o PSD pela “aprovação irrestrita de hotéis” em detrimento da habitação e pela falta de investimento na Carris.

Por sua vez, Bruno Mascarenhas, do Chega, procurou afirmar-se, mas demonstrou, segundo analistas, que “Chega sem Ventura não é Chega”.

Para além do acidente, a habitação foi outro tema proeminente, com trocas de acusações sobre a herança governativa e as políticas de Alojamento Local. Moedas acusou o PS de ter “desregulado” o setor, enquanto Leitão o responsabilizou pela falta de casas e Ferreira criticou a preferência por licenciar hotéis em vez de criar rendas acessíveis.