O principal motivo do descontentamento foi a decisão de adquirir 65 novas viaturas para os deputados, uma medida vista como um luxo injustificado num país com grandes carências.

A tensão aumentou quando os manifestantes intensificaram as ações, queimando pneus e atirando pedras contra as forças de segurança.

A polícia respondeu com gás lacrimogéneo para dispersar a multidão, empurrando os estudantes para o interior das instalações da Universidade Nacional de Timor-Leste (UNTL) e condicionando o protesto.

Apesar dos confrontos e dos estragos materiais, não foram registados feridos graves nem detidos.

O Presidente da República, José Ramos-Horta, interveio, apelando aos estudantes para que não recorressem à violência nem destruíssem edifícios públicos.

A pressão popular surtiu efeito: os deputados dos partidos do Governo (CNRT, PD e Khunto) anunciaram o recuo na decisão de comprar os veículos.

O líder da bancada da Fretilin, principal partido da oposição, Aniceto Guterres, agradeceu publicamente aos estudantes pela sua ação cívica.

De forma simbólica, o segundo dia de protestos terminou de forma pacífica, com os manifestantes a dançarem e a participarem na recolha do lixo gerado durante a manifestação, num gesto de responsabilidade e civismo.