Embora a situação não seja considerada preocupante, o diagnóstico surge num momento em que Bolsonaro já enfrenta problemas renais, que o mantêm sob observação médica.

Bolsonaro deu entrada no hospital na terça-feira com um quadro de “vómitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-síncope”.

Após uma noite de internamento, recebeu alta e regressou à sua residência, onde cumpre prisão domiciliária por tentativa de Golpe de Estado.

No entanto, os resultados de uma pequena cirurgia realizada no domingo para remover várias lesões cutâneas revelaram um carcinoma. Segundo as equipas médicas, trata-se de um tipo de cancro “potencialmente grave”, mas que, para já, não exigirá quimioterapia nem novas intervenções, uma vez que as lesões foram totalmente removidas. O ex-presidente será agora sujeito a um “acompanhamento periódico para garantir que não surjam novas lesões”.

Para além do diagnóstico oncológico, os exames realizados durante o internamento evidenciaram “persistência de anemia e alteração da função renal”, o que levou os médicos a recomendar a continuação da hospitalização para reavaliação.

Estes problemas de saúde somam-se a um quadro clínico já complexo, marcado por várias cirurgias e internamentos nos últimos anos, muitos deles relacionados com a facada de que foi alvo em 2018.

A notícia surge num contexto político delicado para o ex-presidente, que continua a ser uma figura central na oposição ao atual governo brasileiro.