A medida, que visa criar uma urgência regional na Península de Setúbal, foi classificada como "lamentável e censurável" pela Ordem dos Médicos e pelos sindicatos, que alertam para um "novo falhanço". Esta decisão surge como resposta à crise crónica de falta de médicos nas urgências de obstetrícia da Margem Sul, que tem levado a encerramentos rotativos e a situações de risco para as grávidas.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu a necessidade de encontrar respostas, afirmando não estar "preocupado com popularidade".

No entanto, a solução encontrada enfrenta forte oposição.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, declarou que a medida é "absolutamente lamentável" e que "não se criam equipas de obstetrícia com despachos coercivos". Os sindicatos, como a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), argumentam que a mobilização forçada é ilegal, pois os acordos coletivos de trabalho protegem os médicos de deslocações. A FNAM considera a decisão "inútil", alegando que "não há médicos no Barreiro a quem aplicar" a medida, uma vez que a maioria dos obstetras da unidade já não tem idade para fazer urgências.

A contestação é generalizada, unindo autarcas, comissões de utentes e profissionais de saúde, que temem mais saídas de médicos do SNS.