O fogo, que deflagrou no domingo, apresentou uma progressão rápida, chegando a ter uma frente ativa com cerca de 12 quilómetros de extensão.

As condições climatéricas adversas, nomeadamente o vento forte, e o declive acentuado do terreno têm sido os principais obstáculos para os bombeiros.

As chamas chegaram a ameaçar a aldeia de Barão de São João, em Lagos, obrigando à retirada preventiva de 11 pessoas, que entretanto já puderam regressar às suas habitações. O balanço provisório aponta para a destruição de uma casa de segunda habitação e nove feridos ligeiros, entre os quais seis agentes da Proteção Civil e três civis, a maioria por inalação de fumo. Apesar de cerca de 70% do perímetro ter sido dado como dominado durante a manhã de segunda-feira, a Proteção Civil manteve-se cautelosa, prevendo uma noite de "muito trabalho" devido ao risco de reacendimentos. O dispositivo no terreno conta com o apoio de quase 200 viaturas e meios aéreos.