Dos 2.410 horários por preencher, 1.042 (43%) eram completos.

A situação mais crítica verifica-se em 38 estabelecimentos de ensino, a maioria em Lisboa (20) e na Península de Setúbal (5), que necessitam de mais de dez docentes.

Estes números contrastam com as declarações do ministro Fernando Alexandre na véspera do início das aulas, quando afirmou que 98% das escolas tinham todos os professores colocados. O MECI esclarece agora que a existência de horários por preencher não significa necessariamente que os alunos estejam sem aulas, uma vez que os diretores podem recorrer a horas extraordinárias. A tutela sublinha que, num universo de 130 mil docentes, é expectável a existência de horários por ocupar e que implementou um processo de colocação mais rápido. A Fenprof, por sua vez, insiste que a carência de professores é superior à do ano anterior, afetando mais de 100 mil alunos.