A decisão, vista como um passo para reforçar a solução de dois Estados, foi justificada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na ONU, como um ato de reconhecimento da paz, afirmando que “amanhã teria sido tarde de mais”. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, ecoou este sentimento, declarando que o Estado da Palestina “é um direito, não uma recompensa”.

A notícia foi recebida com celebrações em Ramallah, onde manifestantes exibiram bandeiras dos países que procederam ao reconhecimento.

No entanto, a medida não foi consensual.

Donald Trump criticou a decisão, considerando-a uma recompensa ao terrorismo do Hamas.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, adotou uma posição condicional, afirmando que Itália só avançará com o reconhecimento se os reféns israelitas forem libertados e o Hamas for excluído de Gaza.

Internamente, a decisão também expôs fissuras na coligação governamental em Portugal, com o ministro da Defesa e líder do CDS-PP, Nuno Melo, a demarcar-se, considerando a decisão inoportuna, embora garantindo que o primeiro-ministro estava ciente da posição do seu partido.

Analistas debatem agora as consequências práticas da medida, questionando se esta terá um impacto real no terreno ou se permanecerá um gesto simbólico.