O plano governamental visa estimular a oferta de habitação através de isenções fiscais em IMT, IMI e AIMI para proprietários que vendam ou arrendem imóveis a "preços moderados". Para o arrendamento, o valor máximo foi fixado em 2.300 euros mensais, enquanto para a venda o limite é de 648.000 euros. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu a medida como uma forma de "dar vantagens na habitação a todo o território", reconhecendo que a renda de 2.300 euros é "muito alta", mas justificando-a com os preços praticados em mercados como Lisboa, Porto e Península de Setúbal. A oposição reagiu de forma veemente.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou o Governo de desconhecer o país, afirmando que a medida é "de alguém que não conhece o país e não vive os problemas dos jovens portugueses".
Outros partidos da oposição ecoaram as críticas, argumentando que o plano beneficia os mais ricos e poderá incentivar a especulação imobiliária.
Em contrapartida, alguns economistas sugerem que a medida pode não inflacionar os preços, mas sim aumentar a oferta de imóveis no mercado de arrendamento de longa duração, ao atrair propriedades do alojamento local e do mercado de venda.














