A proposta foi imediatamente rejeitada pela Frente Comum, que ameaçou com uma greve geral para 24 de outubro. Durante a primeira ronda negocial para a atualização salarial de 2026, o executivo apresentou uma proposta que mantém o aumento previsto de 56,58 euros para o próximo ano (para salários até 2.631,62 euros) e estabelece um aumento de 60,52 euros para cada um dos anos seguintes, até ao final da legislatura. A secretária de Estado da Administração Pública indicou também a disponibilidade para rever outras matérias, como as ajudas de custo e o estatuto do pessoal dirigente.

A reação dos sindicatos foi díspar.

Enquanto a FESAP e a Frente Sindical, afetas à UGT, se mostraram abertas a continuar as negociações, a Frente Comum, ligada à CGTP, considerou a proposta "inaceitável".

O seu coordenador, Sebastião Santana, argumentou que os valores apresentados não são suficientes para recuperar o poder de compra perdido pelos trabalhadores e anunciou a convocatória de uma greve nacional de 24 horas. Esta divergência entre as estruturas sindicais pode fragmentar a frente negocial, mas a ameaça de paralisação coloca uma pressão significativa sobre o Governo para melhorar a sua oferta e evitar um outono de contestação social.