No Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), a situação foi particularmente grave durante o fim de semana.
Os doentes triados com pulseira amarela (urgentes) enfrentaram esperas que ultrapassaram as 16 horas, enquanto os doentes com pulseira verde (pouco urgentes) chegaram a esperar 18 horas.
A administração da unidade justificou a situação com um "pico anormal de procura e vários casos graves em simultâneo".
A crise no Serviço Nacional de Saúde (SNS) manifestou-se também na área da obstetrícia.
Com a urgência do Hospital do Barreiro encerrada, uma grávida da Moita teve de ser transportada para o Hospital Garcia de Orta, em Almada.
O parto acabou por ocorrer dentro da ambulância, no IC21.
Este foi o 14.º parto assistido pelos bombeiros da Moita apenas este ano, um número que evidencia a crescente frequência de partos extra-hospitalares. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, já havia admitido a ocorrência de cerca de 150 partos nestas condições em 2025. A situação agrava-se com a notícia de que a urgência de obstetrícia de Vila Franca de Xira, que conta com apenas um especialista no quadro, arrisca perder a idoneidade formativa e, consequentemente, encerrar até ao final do ano se não contratar mais médicos.














