O plano, detalhado em cerca de 20 pontos, propõe o fim imediato da guerra, a libertação de todos os reféns detidos pelo Hamas no prazo de 72 horas e a desmilitarização da Faixa de Gaza. Um dos aspetos mais notáveis é a criação de um governo de transição palestiniano, que não incluiria o Hamas, e seria liderado por um “Conselho da Paz” do qual o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair faria parte. Como um gesto de apaziguamento, Netanyahu pediu desculpa ao Qatar pelo ataque israelita em Doha.

A resposta do Hamas foi cautelosa, afirmando que irá avaliar a proposta “de boa-fé”.

A comunidade internacional reagiu de forma maioritariamente positiva.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudaram a iniciativa como uma “oportunidade genuína” para a paz.

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo considerou que o plano “vai parar uma punição bíblica de uma população civil que está totalmente massacrada”. No entanto, persistem dúvidas sobre a sua viabilidade, com alguns analistas a sugerirem que poderá ser uma “jogada de Trump para dar carta branca a Netanyahu” para uma futura invasão.

O plano enfrenta obstáculos significativos, incluindo a sua aceitação final pelo Hamas e a gestão das complexas dinâmicas políticas internas de Israel, onde os parceiros de direita de Netanyahu podem opor-se a concessões.