A notícia provocou uma subida vertiginosa das suas ações em bolsa, marcando um momento significativo no panorama mediático português.

Após a divulgação da notícia, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu a negociação das ações da Impresa.

No regresso ao mercado, os títulos dispararam, chegando a quase duplicar de valor.

O comunicado da empresa confirmou que as negociações poderiam resultar na aquisição de uma “posição relevante” por parte do grupo MFE. Esta movimentação insere-se na estratégia de expansão do grupo italiano, que já detém uma posição consolidada em Espanha e procura ampliar a sua presença na Europa. A valorização bolsista resultou num aumento estimado de 6 milhões de euros na fortuna de Francisco Pinto Balsemão, fundador da Impresa. No entanto, o futuro do negócio permanece incerto, com relatos de que Balsemão prefere vender a totalidade da sua participação a tornar-se um acionista minoritário, mesmo que lhe sejam oferecidos cargos honorários. As negociações envolvem a necessidade de uma injeção de capital de cerca de 80 milhões de euros para equilibrar as contas do grupo Impresa, o que sublinha a complexidade financeira da potencial aquisição. A concretizar-se, esta operação poderá reconfigurar de forma substancial o setor dos media em Portugal, com a entrada de um dos maiores conglomerados de comunicação social da Europa.