Com o prazo para prolongar o financiamento a terminar, a câmara alta do parlamento norte-americano rejeitou tanto uma proposta legislativa republicana como uma democrata, tornando a paralisação de agências governamentais praticamente inevitável. O Presidente Trump, após uma reunião na Casa Branca que terminou sem acordo, apresentou o 'shutdown' como um cenário provável, ameaçando com "despedimentos de funcionários públicos e cortes de prestações sociais".

A tensão política é evidente, com várias agências federais a enviarem e-mails aos seus funcionários a culpar os democratas pelo impasse.

Uma paralisação implicaria que centenas de milhares de funcionários públicos ficassem em desemprego técnico, sem salário, e que serviços não essenciais fossem suspensos.

Os mercados financeiros, no entanto, pareceram indiferentes à ameaça, com Wall Street a fechar em alta e o Dow Jones a registar um recorde.

Este seria o primeiro 'shutdown' em seis anos, sendo que o maior da história dos EUA ocorreu durante o primeiro mandato de Donald Trump.