Entre eles encontravam-se quatro portugueses: Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício, o ativista Miguel Duarte e um quarto cidadão, Diogo Chaves, cuja presença só foi confirmada mais tarde.

O incidente gerou reações díspares no espectro político português.

O Governo, pela voz do primeiro-ministro Luís Montenegro e do ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Rangel, garantiu estar a prestar todo o apoio consular, esperando um regresso "sem nenhum incidente", embora Montenegro tenha criticado o formato da iniciativa, afirmando: "Eu não o faria daquela forma". Em contraste, o ministro da Defesa, Nuno Melo, equiparou os ativistas a apoiantes do Hamas, classificando a iniciativa como "irresponsável".

A esquerda parlamentar, nomeadamente o Bloco de Esquerda e o Livre, acusou o Governo de "silêncio ensurdecedor" e de inação, exigindo a convocação do embaixador de Israel. Em resposta, centenas de pessoas manifestaram-se em Lisboa e no Porto, exigindo a libertação dos detidos e criticando a ação de Israel, com cânticos como "Israel é um Estado assassino". Israel defendeu a sua ação, afirmando que a abordagem repeliu uma "campanha de deslegitimação" e que os detidos se encontram "seguros e de boa saúde", aguardando deportação.