Contudo, a continuação dos bombardeamentos israelitas na região mantém a situação tensa e incerta.

Donald Trump anunciou que Israel concordou em recuar as suas tropas em Gaza e que um cessar-fogo poderia começar “imediatamente” se o Hamas concordasse.

O plano norte-americano prevê a libertação de todos os reféns em 72 horas, a retirada gradual do exército israelita, o desarmamento do Hamas e o exílio dos seus combatentes.

O Hamas, por sua vez, declarou estar disposto a libertar os reféns e a iniciar negociações diretas, mas rejeitou a administração de Gaza por forças estrangeiras.

A resposta do grupo islamita foi vista como “encorajadora” pela Comissão Europeia e como uma “grande oportunidade” pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, também se mostrou otimista, afirmando esperar anunciar a libertação de todos os reféns “nos próximos dias”.

No entanto, apesar do apelo de Trump para que Israel parasse “imediatamente” com os ataques, as forças israelitas continuaram a bombardear a Faixa de Gaza, causando pelo menos nove mortos, incluindo três crianças, e alertando os civis para não regressarem à cidade de Gaza, que continua a ser uma “zona de combate”. As negociações indiretas, mediadas pelo Egito, deverão começar no Cairo, com a presença de um enviado de Trump para finalizar os termos do acordo.