O acordo estipulava a devolução dos restos mortais de 28 reféns detidos pelo Hamas, mas o grupo islamita entregou apenas uma fração desse número.

A situação agravou-se quando as autoridades israelitas confirmaram que um dos corpos devolvidos não pertencia a nenhum dos reféns, mas sim a um palestiniano.

O ministro da Defesa de Israel ameaçou retomar as operações militares na Faixa de Gaza, afirmando: “Se o Hamas se recusar a respeitar o acordo, Israel, em coordenação com os Estados Unidos, retomará os combates e trabalhará para a derrota total do Hamas”. Do lado do Hamas, a justificação para o atraso prende-se com dificuldades logísticas, alegando que seria necessário "esforço e equipamento" para localizar e recuperar os restantes corpos entre os escombros de Gaza.

Esta explicação não foi aceite por Israel, que considera a ação uma violação deliberada dos termos acordados.

A administração norte-americana, através do Presidente Donald Trump, também emitiu avisos ao Hamas, declarando que se o grupo não se desarmar voluntariamente, será desarmado “de forma rápida e talvez violenta”. A crise humanitária agrava-se com o impasse, uma vez que a reabertura total da passagem de Rafah para a entrada de ajuda humanitária está dependente do cumprimento do acordo, com centenas de camiões a aguardar autorização para entrar no enclave.