A notícia do falecimento do militante número um do PSD foi anunciada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante uma reunião do Conselho Nacional do partido, momento que se transformou numa homenagem espontânea.

O Governo anunciou a intenção de decretar um dia de luto nacional.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, descreveu Balsemão como "uma das figuras mais marcantes dos últimos 60 anos", um "visionário, pioneiro e criativo muito determinado e batalhador", sublinhando que "Portugal deve imenso a Pinto Balsemão, não o poderá esquecer".

Figuras de todo o espectro político, incluindo antigos líderes do PSD como Cavaco Silva, Santana Lopes e Rui Rio, bem como socialistas como José Luís Carneiro e João Soares, enalteceram o seu papel como fundador do PPD/PSD, o seu contributo na revisão constitucional e o seu compromisso com os valores da social-democracia.

Para além da sua carreira política, que incluiu o cargo de primeiro-ministro entre 1981 e 1983, após a morte de Francisco Sá Carneiro, o seu legado no jornalismo é igualmente incontornável.

Fundou o semanário Expresso em 1973, ainda durante a ditadura, e a SIC em 1992, a primeira estação de televisão privada em Portugal, projetos que transformaram o panorama mediático nacional.

Jornalistas como Miguel Sousa Tavares e Rodrigo Guedes de Carvalho recordaram-no como "o melhor patrão" e uma "figura paternal", respetivamente, destacando o seu respeito pela independência editorial.