A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, formalizou a saída de Sérgio Janeiro, que se encontrava em regime de substituição, e prepara-se para nomear Luís Cabral, antigo secretário regional da Saúde dos Açores. A escolha de Cabral já está a ser contestada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, que manifestou "bastante preocupação" devido ao modelo de emergência médica implementado nos Açores sob a sua liderança. Simultaneamente, o Governo aprovou a criação de "urgências regionais" a partir de 2026, um modelo que visa concentrar especialidades para colmatar a falta de recursos humanos, começando pela Península de Setúbal. A medida foi recebida com forte oposição dos sindicatos de médicos e enfermeiros, que acusam o Governo de avançar com uma "mobilização à força" de profissionais e ameaçam com novas greves. Esta instabilidade agrava-se com a divulgação de dados da Entidade Reguladora da Saúde que mostram que mais de 1.220 doentes oncológicos já ultrapassaram o tempo máximo de resposta para cirurgia.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, classificou a situação como um "falhanço completo" do Governo na área da saúde.