O debate intensificou-se com acusações do ministro Leitão Amaro ao PS, que por sua vez ameaça recorrer ao Tribunal Constitucional.

Após negociações noturnas, o PSD e o Chega chegaram a um entendimento que envolveu uma cedência de cada lado para viabilizar a lei.

No entanto, o Chega anunciou que irá apresentar novamente em plenário duas propostas que haviam sido chumbadas na comissão, mantendo a incerteza sobre o desfecho da votação.

O ambiente político tornou-se mais crispado com as declarações do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que acusou os governos socialistas de terem facilitado “a entrada de cerca de um milhão de pessoas” e de promoverem uma “reengenharia demográfica e política”.

Em resposta, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, classificou as declarações como “inaceitáveis” e exigiu um “reparo público”.

Perante as alterações propostas, que visam endurecer as regras de acesso à nacionalidade, o PS já admitiu a possibilidade de suscitar a fiscalização da constitucionalidade da lei, caso esta seja aprovada nos moldes defendidos pela direita.