A decisão surge num contexto de reavaliação estratégica após o excesso de contratações durante a pandemia e a busca por maior eficiência, nomeadamente através da inteligência artificial. Os cortes, que deverão começar já esta terça-feira, representam quase 10% dos cerca de 350 mil funcionários administrativos da empresa, embora sejam uma pequena fração do total de mais de 1,5 milhões de trabalhadores a nível global. A empresa justifica a medida com a necessidade de reduzir despesas e simplificar a sua estrutura interna. Fontes citadas pela Reuters indicam que o número de despedimentos poderá variar à medida que as prioridades financeiras da empresa se alterem.
A notícia surge na antecâmara da apresentação dos resultados do terceiro trimestre, agendada para quinta-feira.
Analistas preveem um aumento da faturação na ordem dos 11% em relação a 2024, mas uma ligeira queda no lucro líquido, devido aos elevados custos de investimento em áreas como a inteligência artificial e a logística.
Este movimento da Amazon insere-se numa tendência mais ampla de reestruturação no setor tecnológico, que tem vindo a ajustar as suas equipas após o crescimento exponencial verificado durante os anos da pandemia.













