O processo, que envolve 16 arguidos, investiga crimes de corrupção, abuso de poder e branqueamento de capitais.
O início do julgamento, cinco anos após a conclusão da acusação, foi classificado pelo juiz presidente como "uma situação inédita na nossa história judiciária".
Entre os arguidos encontram-se os ex-juízes Rui Rangel e Vaz das Neves, e o antigo presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.
À chegada ao tribunal, Rui Rangel, que foi expulso da magistratura, reafirmou a sua "inocência total e absoluta" e criticou a demora do processo, manifestando a intenção de prestar declarações.
Luís Filipe Vieira, por sua vez, mostrou-se surpreendido por estar envolvido no caso, afirmando: "Nem sei o que é que estou aqui a fazer", mas indicou que falará "mais à frente".
O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, Nuno Matos, considerou o caso um "momento difícil para a magistratura", mas também um sinal de que a justiça "está a funcionar" e é igual para todos.
O primeiro dia de julgamento durou menos de duas horas.














