Os profissionais exigem agora uma reunião com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, para negociar as novas regras de contratação impostas pelo Governo. A controvérsia foi desencadeada pela aprovação em Conselho de Ministros de um diploma que altera o regime de contratação de prestadores de serviços, o qual aguarda promulgação pelo Presidente da República. A medida levou um grupo de mais de mil médicos a ponderar uma greve de três dias, o que poderia paralisar os serviços de urgência a nível nacional. Contudo, o movimento clarificou que, para já, uma paralisação geral não está "em cima da mesa", optando por uma abordagem negocial e acusando a tutela de os "diabolizar". Vários comentadores, como Pedro Adão e Silva, e o Bastonário da Ordem dos Médicos apelaram ao diálogo, defendendo que a solução deve passar por um pacto alargado e não por uma decisão unilateral do Governo.

O recurso a médicos tarefeiros quase triplicou na última década, representando um custo diário superior a 727 mil euros para o SNS em 2025, o que evidencia a elevada dependência do sistema destes profissionais para assegurar o funcionamento, especialmente das urgências.