O parlamento israelita deu um passo significativo ao aprovar, em primeira leitura, uma controversa proposta de lei que institui a "pena de morte para terroristas". Paralelamente, surgiram novas denúncias sobre as práticas das forças israelitas em Gaza, com soldados a admitirem o uso de "escudos humanos" e a abertura de fogo contra civis sem provocação. A proposta de lei da pena de morte, aprovada com 39 votos a favor e 16 contra, visa aplicar-se especificamente a "palestinianos que matem israelitas por motivos raciais ou de hostilidade". A sua aprovação preliminar surge num contexto de crescente tensão e escrutínio sobre as ações militares de Israel.
Um documentário da estação britânica ITV apresentou testemunhos, anónimos e públicos, de soldados israelitas que afirmam ter recebido permissão dos seus superiores para abrir fogo contra civis palestinianos sem provocação.
O mesmo documentário relata a prática do uso de "escudos humanos", algo que Israel sempre negou oficialmente. Entretanto, o chefe do Estado-Maior israelita, Herzi Halevi, apelou a uma "investigação sistémica" sobre as falhas de segurança que permitiram o ataque de 7 de outubro de 2023, numa altura em que o governo se recusa a estabelecer uma comissão nacional de inquérito para apurar responsabilidades.
Em resumoA tensão no conflito israelo-palestiniano intensificou-se com a aprovação preliminar da pena de morte para "terroristas" pelo Knesset. Simultaneamente, um documentário revelou testemunhos de soldados israelitas sobre o uso de "escudos humanos" e disparos contra civis em Gaza, enquanto o chefe de Estado-Maior pedia uma investigação aos falhanços de 7 de outubro.