O documento, elogiado pelo Kremlin, representa uma inversão radical na política externa norte-americana.
Com 33 páginas, o documento, descrito por um analista como “absolutamente maníaco e depressivo”, sinaliza uma mudança de paradigma.
A nova doutrina põe em causa o compromisso automático de defesa mútua da NATO, consagrado no Artigo 5.º, exortando a Europa a assumir “a responsabilidade principal pela sua própria defesa”.
Esta visão é vista como um “murro no estômago” que expõe a “impotência e decadência da Europa”.
A estratégia defende também a negociação para o fim da guerra na Ucrânia e o restabelecimento da estabilidade com a Rússia, uma posição que mereceu elogios de Moscovo.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que “os ajustes que estamos a ver correspondem, em muitos aspectos, à nossa visão”.
Analistas consideram que a nova ESN representa um regresso a uma versão da “Doutrina Monroe”, com foco no Hemisfério Ocidental e uma abordagem puramente transacional nas relações internacionais, legitimando regimes autoritários em nome da estabilidade.
A Europa, neste novo xadrez geopolítico, arrisca-se a uma trajetória de “irrelevância”.














