A greve geral, a primeira a unir CGTP e UGT desde 2013, ameaça paralisar setores chave como Educação, Saúde e Transportes.
Alguns sindicatos da Função Pública convocaram mesmo uma segunda paralisação para o dia 12.
Os sindicatos esperam uma forte adesão, argumentando que a proposta de reforma laboral do Governo visa "impor mais horas de trabalho, mais contratos a prazo" e representa "mais precariedade e injustiça social".
Em resposta, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou a ambição de atingir um salário mínimo de 1100 euros em 2029 e um salário médio de 3000 euros. A oposição criticou o anúncio, com o PS a acusar o Governo de promover um "leilão de aumentos salariais".
O ministro das Finanças, Miranda Sarmento, considerou a greve "incompreensível" numa economia em crescimento, uma visão reforçada pela distinção de Portugal pela revista The Economist.
Politólogos sugerem que os sindicatos estão a assumir a liderança da luta que os partidos de esquerda já não conseguem travar no Parlamento.














