A notícia gerou uma onda de consternação, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a expressar condolências e a sublinhar o caráter marcante de uma figura que "não deixou nunca ninguém indiferente". Clara Pinto Correia destacou-se como uma intelectual multifacetada, com uma carreira que abrangeu a ciência, a literatura, o jornalismo e até a representação.
O seu romance de estreia, "Adeus Princesa", publicado aos 25 anos, tornou-se uma obra de referência.
Nos últimos anos, havia-se afastado da vida mediática, residindo no Alentejo.
A jornalista Raquel Lito, que a entrevistou há um ano, recorda-a como "uma mulher muito divertida, mas amargurada".
O escritor Pedro Chagas Freitas homenageou-a nas redes sociais, descrevendo-a como "das cabeças mais espantosas que conheci".
A sua vida foi marcada por sucessos, mas também por dificuldades, incluindo uma depressão e a declaração de insolvência. Numa entrevista de 1991, citada por vários meios, a autora criticava os preconceitos sociais, afirmando: "Há a ideia de que as mulheres bonitas são estúpidas e que as de respeito não se preocupam com perfumes".
Esta frase é recordada como um exemplo da sua crítica feroz aos estereótipos.
As causas da morte não foram confirmadas.
O seu último livro, "Antares", foi publicado em junho do ano anterior pela editora Exclamação, que confirmou o falecimento.














