O frente a frente entre Catarina Martins (apoiada pelo BE) e António Filipe (apoiado pelo PCP) revelou uma forte convergência em temas nacionais, como a greve geral e a reforma laboral, mas expôs uma clara divergência na política externa, nomeadamente sobre a guerra na Ucrânia.

Num debate descrito como “quase fraterno”, a única questão que verdadeiramente dividiu os dois candidatos da “esquerda sem mas” foi a posição sobre o conflito ucraniano.

António Filipe considerou “errado” o envio de armas para a Ucrânia e fez uma equivalência entre Putin e Zelensky, uma posição que o distinguiu de Catarina Martins.

Entretanto, a área política do Partido Socialista vive momentos de tensão.

Após o debate entre António José Seguro e Henrique Gouveia e Melo, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, criticou duramente o almirante na reserva. Carneiro considerou “inadequado que se tenha arvorado como candidato do PS”, depois de Gouveia e Melo ter afirmado que representava “também o PS” e que Seguro era candidato de “uma fação do partido”. O líder socialista reafirmou que “o PS só tem um candidato, é António José Seguro”.

No campo da direita, destacou-se a declaração de apoio de figuras como Pacheco Pereira e Miguel Relvas ao candidato Luís Marques Mendes, que também recebeu o apoio do primeiro-ministro, Luís Montenegro.