A operação, designada "Cash-a-lot", resultou na detenção de sete pessoas, incluindo o suspeito de liderar o esquema, e na constituição de 45 arguidos. A investigação apurou que a rede utilizava o sistema bancário nacional para movimentar e branquear centenas de milhões de euros. Em apenas 24 meses, foram detetados depósitos em numerário superiores a 141 milhões de euros.

O esquema envolvia lojas comerciais chinesas para dissimular a origem ilícita dos fundos.

A megaoperação policial incluiu o cumprimento de 67 mandados de busca em sete municípios, incluindo Vila do Conde, Porto, Espinho e Vila Nova de Gaia. Durante as buscas, as autoridades apreenderam cerca de 300 mil euros em numerário, documentos falsos, armas de fogo e outros elementos probatórios relevantes para a investigação.

A PJ destacou a complexidade da organização, que operava a nível internacional, utilizando uma estrutura sofisticada para legitimar os lucros provenientes de atividades criminosas e fugir ao pagamento de impostos.