A ausência de María Corina Machado deve-se à proibição de viajar imposta pelo regime de Nicolás Maduro há uma década. Segundo o Instituto Nobel, a opositora realizou uma “viagem de extremo risco” para tentar chegar à Noruega, tendo saído secretamente da Venezuela de barco rumo a Curaçau.

No entanto, não conseguiu chegar a tempo da cerimónia, embora a sua chegada a Oslo seja esperada em breve.

Durante o evento, o presidente do comité Nobel, Jørund Rian, pediu a Maduro que abandone o poder e traçou um retrato severo da situação na Venezuela, classificando o país como um “Estado autoritário brutal”.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, também se pronunciou, considerando “inaceitável qualquer ameaça” a Machado e descrevendo-a como uma “defensora da democracia” e “uma voz de unidade” na Venezuela.

A atribuição do prémio ocorre num momento de crescente tensão entre o regime venezuelano e os Estados Unidos.