Os embates revelam as linhas de fratura ideológicas e as estratégias dos candidatos para se posicionarem no xadrez político.
O debate televisivo entre o candidato apoiado pelo PCP, António Filipe, e o líder do Chega, André Ventura, foi pautado pela troca de acusações em temas como a imigração, a segurança e o direito à greve. António Filipe questionou os "ziguezagues" do Chega em relação aos direitos dos trabalhadores, enquanto Ventura se autoproclamou o "candidato mais democrata".
Uma verificação de factos realizada pelo jornal Expresso apontou que Ventura tomou "liberdades com dados da imigração e El Salvador", enquanto Filipe se demarcou da 'geringonça'.
Em paralelo, o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, aproveitou uma ação de campanha na Guarda para desafiar diretamente André Ventura a clarificar a sua posição sobre a reforma laboral. Seguro exigiu uma "posição clara do deputado André Ventura, que já disse uma coisa e o seu contrário", utilizando esta questão para tentar expor alegadas inconsistências do seu adversário e posicionar-se como o defensor dos direitos laborais.
Estes episódios demonstram o aquecimento da pré-campanha, com os candidatos a procurarem definir os seus territórios políticos, polarizar o debate e atacar os pontos fracos dos seus rivais diretos.














