O acordo prevê reduções na captura de espécies como o carapau e o linguado, mas garante aumentos noutras, como o atum-rabilho.

O ministro da Agricultura e Pescas manifestou satisfação com o desfecho, afirmando que "temos um acordo positivo" e que, no geral, "as possibilidades de pesca são superiores às capturas" que Portugal realizava.

Entre os pontos favoráveis, destacam-se o aumento de 17% na quota do atum-rabilho, para 747 toneladas, uma espécie de grande valor comercial para os Açores, Madeira e Algarve, e um acréscimo de 800 toneladas na pesca do bacalhau.

Além disso, o Governo conseguiu mitigar os cortes propostos para espécies como o goraz.

No entanto, a perspetiva do setor é radicalmente diferente.

As associações de armadores criticaram o acordo, antecipando uma "quebra de 20% nas possibilidades de pesca". A principal preocupação reside nos cortes impostos a espécies fundamentais para a frota nacional, como o carapau (redução de 5%), o linguado (redução de 9%), a solha, a sarda e o tamboril.

O acordo também prevê o fim total da pesca da anchova na zona dos Açores.

Este desfecho evidencia o fosso entre a avaliação política, que valoriza os ganhos diplomáticos e os aumentos em certas quotas, e a realidade económica dos armadores, que enfrentam perdas significativas em pescarias essenciais para a sua sustentabilidade.