As negociações, embora complexas, geraram otimismo, com Donald Trump a afirmar que um acordo está "mais próximo que nunca".
No centro das propostas está a criação de uma "força multinacional na Ucrânia" liderada pela Europa, com contribuições voluntárias e apoio dos EUA, destinada a garantir um apoio sustentável ao exército ucraniano, limitado a 800 mil militares.
Adicionalmente, foi proposto um "mecanismo para monitorizar e verificar o cessar-fogo".
No entanto, o ponto mais sensível continua a ser a exigência de cedências territoriais, com os negociadores americanos a insistirem que a Ucrânia ceda o controlo das regiões de Donetsk e Lugansk, transmitindo as exigências russas. Zelensky, por seu lado, afirmou necessitar de "respostas claras" sobre as garantias de segurança, descrevendo as negociações como "difíceis mas produtivas".
Uma reviravolta diplomática reside na crença dos EUA de que a Rússia poderá admitir a adesão da Ucrânia à União Europeia, um cenário que, segundo o comentador Jorge Botelho Moniz, tanto Trump como Putin acreditam que irá "contagiar o projeto europeu". O otimismo dos líderes contrasta com a análise de comentadores como o major-general Agostinho Costa, que considerou o momento das negociações pouco oportuno, criticando o anúncio de novas sanções da UE como "absolutamente ridículas".














