Num discurso de cariz mobilizador, criticou os partidos que "pegam no megafone e vão para a rua", numa alusão aos protestos e à greve geral recente.

Num contexto de forte contestação social, nomeadamente em torno da proposta de reforma laboral, Montenegro procurou contrapor a legitimidade eleitoral do seu Governo à mobilização nas ruas.

"Não se deixem levar por quem pega no megafone e vai para a rua", declarou, sublinhando que a verdadeira representatividade está no voto popular.

O primeiro-ministro dirigiu críticas diretas ao PS, acusando o partido de "não ter aprendido nada" com os resultados eleitorais.

No seu discurso, Montenegro projetou uma "mentalidade vencedora" para 2026, ano de eleições presidenciais, e defendeu que Luís Marques Mendes "é de longe" o candidato mais bem preparado para o cargo.

Rejeitou ainda a ideia de que os Presidentes da República eleitos pelo PSD tenham alguma vez favorecido o partido, procurando reforçar a imagem de independência institucional dos candidatos da sua área política.