O suspeito foi encontrado sem vida, levantando questões sobre as motivações por detrás desta série de crimes violentos.
A investigação, que contou com a colaboração da Polícia Judiciária portuguesa, revelou uma complexa teia de eventos que chocou as comunidades em Portugal e nos Estados Unidos. Cláudio Valente, de 48 anos, foi encontrado morto num armazém em New Hampshire, com um ferimento de bala que as autoridades acreditam ter sido autoinfligido.
Junto ao corpo foram encontradas duas armas de fogo.
A sua identificação foi possível através de imagens de videovigilância do carro que alugou e de um testemunho crucial publicado na plataforma Reddit por um sem-abrigo que o achou suspeito.
Valente e a sua vítima, Nuno Loureiro, professor no MIT, foram colegas no curso de Engenharia Física Tecnológica no Instituto Superior Técnico (IST) em Lisboa, entre 1995 e 2000. Valente, descrito por antigos colegas como um estudante "brilhante" mas com "sinais de perturbação" e comportamentos agressivos, chegou a ser monitor no IST antes de se mudar para os EUA, onde frequentou a Universidade Brown em 2001, mas abandonou o doutoramento.
Este caso teve repercussões políticas imediatas, com o Presidente Donald Trump a anunciar a suspensão do programa de vistos de diversidade, a chamada "lotaria dos vistos", através do qual Valente obteve residência permanente em 2017.
A secretária da Segurança Interna afirmou que "este indivíduo hediondo nunca deveria ter tido permissão para entrar no nosso país".
O Governo português lamentou o envolvimento de um cidadão nacional em crimes "verdadeiramente terríveis".














