Caracas reagiu, alertando para o impacto económico mundial de um bloqueio naval norte-americano.

Donald Trump anunciou a criação de uma nova classe de navios de guerra, a "Trump class", que integrará uma "frota dourada" com o objetivo de "inspirar medo aos inimigos".

Segundo o presidente, estes navios serão "os mais rápidos, os maiores e de longe cem vezes mais poderosos", recorrendo a Inteligência Artificial, armas hipersónicas e canhões elétricos.

Analistas, como o professor Luís Tomé, veem este anúncio como "mais um episódio em que Donald Trump coloca a hipótese de que poderá (...) anunciar uma invasão" da Venezuela, tratando-se de um "mecanismo de prova de força". A retórica foi reforçada por um aviso direto a Nicolás Maduro, a quem Trump aconselhou que seria "sábio" se se demitisse.

Em resposta, o presidente venezuelano alertou para o "impacto na economia mundial" de um bloqueio dos EUA aos petroleiros que entram ou saem do país, afirmando que tal pode "aumentar a instabilidade dos mercados internacionais".

Apesar das ameaças, a vida em Caracas parece seguir dentro de uma "relativa normalidade".

A Rússia, aliada de Caracas, manifestou o seu "total apoio" face às "hostilidades" norte-americanas, reforçando a dimensão geopolítica da crise.