A detenção ocorreu no domingo, após a Polícia Judiciária (PJ) reunir informações que indiciavam um "perigo de fuga iminente". Paulo Topa é suspeito de ter liderado um esquema fraudulento que terá desviado cerca de 10 milhões de euros de empresários em situação de falência, em conluio com três administradores de insolvências. O esquema envolvia o uso de empresas de fachada para adquirir bens de massas falidas a preços muito abaixo do seu valor real.
Segundo a investigação, o advogado já tinha sido detido duas vezes anteriormente pelos mesmos crimes, mas acabou por ser libertado.
A sua conduta já era alvo de preocupação há mais de 20 anos, com fontes a afirmarem que "toda a cidade sabia o que se passava". A medida de coação mais gravosa foi aplicada para garantir que o arguido aguardasse o julgamento em reclusão, prevenindo o risco de fuga e a continuação da atividade criminosa.














