A operação decorreu numa clínica em Brasília e, segundo a sua mulher, Michelle Bolsonaro, concluiu-se “sem complicações”.
Antes de ser operado, Jair Bolsonaro escreveu uma carta, que foi lida pelo seu filho à porta do hospital, na qual oficializou o seu apoio à candidatura de Flávio. Na missiva, o ex-presidente justifica a decisão com a necessidade de “resgatar o nosso Brasil”, posicionando o filho como o seu sucessor político na corrida contra o atual presidente, Lula da Silva. Este anúncio solidifica a estratégia da família Bolsonaro para manter a sua influência no cenário político brasileiro, mesmo com o ex-presidente inelegível e a cumprir pena.
A defesa de Bolsonaro pretendia que este ficasse em prisão domiciliária após a cirurgia, mas foi determinado o seu regresso à custódia da Polícia Federal. O comentador Nelson Garrone, correspondente da CNN Portugal no Brasil, analisou a dinâmica familiar, sugerindo que Michelle Bolsonaro poderia ter tido um papel influente, mas que a decisão de apoiar Flávio prevaleceu, consolidando a dinastia política.














