O plano, que Zelensky considera estar "90% concluído", representa uma versão revista que abandona exigências russas anteriores, como a retirada ucraniana do Donbass e o compromisso de não aderir à NATO, propondo em vez disso o congelamento das linhas da frente. No entanto, a aprovação final depende de Donald Trump, que alertou de forma contundente: "Ele não tem nada até que eu aprove".
As opiniões dos analistas dividem-se: enquanto alguns, como Germano Almeida, consideram o encontro "uma vitória para Zelensky", outros, como Agostinho Costa, veem as exigências ucranianas como "uma lista de desejos".
A Rússia reagiu de forma veemente, acusando Kiev de apresentar um texto "radicalmente diferente" do negociado com os EUA e de tentar "sabotar" o processo.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo insistiu que, com esta nova versão, "nenhum acordo poderá ser alcançado".
Zelensky, por sua vez, tem procurado consolidar o apoio europeu, discutindo o plano com vários líderes do continente, e admitiu a possibilidade de realizar um referendo sobre o acordo de paz, sob a condição de um cessar-fogo russo de, pelo menos, 60 dias, que considera ser "o mínimo". A cimeira em Mar-a-Lago é, por isso, aguardada com enorme expectativa, podendo definir os próximos passos de um dos conflitos mais marcantes da atualidade.














