A operação, que ocorreu no dia de Natal, foi justificada por Trump como uma ação para proteger os cristãos que, segundo ele, estão a ser perseguidos e mortos no país. Na sua mensagem de Ano Novo, Trump confirmou a operação militar conjunta com a Nigéria, que utilizou cerca de uma dezena de mísseis Tomahawk, e garantiu que "foram dizimados todos os campos 'jihadistas' visados". O presidente norte-americano acrescentou ainda a ameaça de novos ataques se a organização continuar a sua campanha de violência.
O governo nigeriano confirmou a sua participação, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Yusuf Tuggar, a afirmar que o combate aos grupos islamitas irá prosseguir, admitindo a possibilidade de mais ações "conjuntas" com os EUA.
No entanto, Abuja enquadrou a operação como uma luta contra o "terrorismo" em geral, e não em defesa de uma religião específica, contrariando a narrativa de Trump.
Analistas consideram que a justificação do presidente americano simplifica uma realidade complexa, com um deles a afirmar que Trump "despiu um problema complexo de todas as nuances". A ofensiva surge após os EUA terem designado recentemente a Nigéria como um "país de particular preocupação" ao abrigo da Lei da Liberdade Religiosa Internacional, e depois de Trump ter ordenado ao Pentágono, em novembro, que planeasse uma potencial ação militar no país.














