As críticas vieram de vários quadrantes políticos, enquanto alguns candidatos encontraram pontos positivos no discurso.

André Ventura (Chega) considerou a mensagem "pouco empática e pouco feliz" por ignorar a Saúde, um tema que Montenegro tinha definido como prioritário.

António José Seguro (apoiado pelo PS) evitou um comentário direto, mas criticou a "situação inaceitável" na Saúde, esperando que no próximo Natal o cenário seja diferente.

O PS, através de Eva Cruzeiro, pediu ao Governo a "mentalidade de Cristiano Ronaldo" para governar, enquanto o PCP, pela voz de António Filipe, retorquiu que o país precisa de "menos de motivação e mais salários".

Catarina Martins (apoiada pelo BE) viu na mensagem uma "desresponsabilização" do Governo.

Do lado dos elogios, Cotrim de Figueiredo considerou a mensagem "oportuna", mas ressalvou que os políticos devem pedir "coragem" sempre e não apenas em período eleitoral.

Gouveia e Melo também viu pontos positivos, mas pediu mais ambição.

Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, ironizou: "Luís Montenegro pede-nos o desempenho do Ronaldo e oferece a performance do Esgaio".

A análise geral aponta para um discurso que, para a oposição, esteve "desfasado da realidade", enquanto para os apoiantes do Governo foi uma "mensagem de otimismo".