As urgências hospitalares em Portugal enfrentam uma pressão crescente devido ao aumento de casos de gripe e outras infeções respiratórias, resultando em tempos de espera muito acima do recomendado em várias unidades de saúde. A situação é particularmente crítica na região de Lisboa e Vale do Tejo, com o Hospital Amadora-Sintra a registar os casos mais graves. O pico da epidemia de gripe ainda não foi atingido, mas os hospitais já ativaram planos de contingência e criaram enfermarias específicas para lidar com a afluência. No Hospital Amadora-Sintra, os tempos de espera para doentes com pulseira amarela chegaram a atingir 16 horas durante o período de Natal. No Hospital de Matosinhos, doentes urgentes (pulseira laranja), cujo tempo de espera recomendado não deve exceder os 10 minutos, chegaram a esperar mais de 12 horas.
Esta situação repete-se em várias unidades do país, com grande parte das ULS a apresentarem taxas de ocupação superiores a 90%, o que dificulta a gestão dos internamentos.
Joana Bordalo, presidente da Federação Nacional dos Médicos, acusa o Governo e a Ministra da Saúde de falta de planeamento, afirmando que "o que estamos a viver no SNS não é um imprevisto, é uma escolha política". Um dado preocupante revelado é que "80% das pessoas que estavam internadas nos cuidados intensivos não tinham sido vacinadas" contra a gripe, sublinhando a importância da vacinação.
As autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocarem às urgências, contactem a linha SNS 24 para receberem a orientação adequada.
Em resumoO aumento de casos de gripe está a sobrecarregar as urgências do SNS, com tempos de espera a atingir níveis críticos em hospitais como o Amadora-Sintra e Matosinhos. Sindicatos médicos apontam falhas de planeamento do Governo, enquanto as autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação e do recurso prévio à linha SNS 24.