O almirante reagiu publicamente, classificando a divulgação da investigação como uma "tentativa de assassinato de caráter" e uma "ingerência no processo democrático".
A investigação, noticiada pela revista Sábado e confirmada pela PGR como estando em "fase final", incide sobre 57 ajustes diretos aprovados por Gouveia e Melo entre 2017 e 2020, quando era comandante naval.
Em sua defesa, o candidato presidencial garantiu estar disponível para prestar todos os esclarecimentos, argumentando que "só quem esteve nas operações percebe que é difícil planear para um ano, com um ano de antecedência, todos os gastos que se vão fazer ao milímetro.
E por isso, muitas vezes são necessários estes ajustes diretos que estão em lei, portanto, não é nenhuma ilegalidade".
A polémica dominou a pré-campanha, com os restantes candidatos a reagirem.
Marques Mendes (apoiado pelo PSD) distanciou-se, afirmando que "há vida além de Gouveia e Melo", enquanto André Ventura (Chega) e Cotrim Figueiredo (IL) elogiaram a celeridade do esclarecimento da PGR.
O caso levantou um debate sobre a divulgação de investigações judiciais durante períodos eleitorais e o seu potencial impacto no processo democrático, com comentadores a analisarem as motivações e consequências políticas da situação.














