A elevada afluência às urgências, impulsionada pelo pico da gripe, está a provocar longos tempos de espera em vários hospitais do país, com a situação a ser particularmente crítica na região de Lisboa. Segundo dados do Portal do SNS, o Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) registava, ao final da tarde, um tempo de espera de três horas para doentes considerados "muito urgentes" (pulseira amarela), enquanto no Hospital de Santa Maria a espera era de duas horas e 46 minutos. Esta pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) levou a que pelo menos seis serviços de urgência, incluindo ginecologia e obstetrícia, estivessem encerrados ou com constrangimentos durante o período de Ano Novo.
Um caso relatado menciona que um doente oncológico em fase terminal esperou 14 horas nas urgências do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.
Perante o cenário, descrito como uma "epidemia" por alguns, Francisco George, Presidente da Sociedade Portuguesa de Saúde Pública, apelou à calma, afirmando que "não há inverno sem gripe" e que não há necessidade de alarmismos.
No entanto, a realidade no terreno mostra um sistema sob forte pressão.
O diretor executivo do SNS, embora reconhecendo a "carência de camas" e a "grande pressão", nega a existência de um caos generalizado, justificando a situação com o período de férias dos profissionais e o aumento de casos de gripe A. As autoridades de saúde apelam à população para que contacte a Linha SNS24 antes de se dirigir a uma urgência.
Em resumoO pico da gripe está a levar as urgências hospitalares em Portugal a um ponto de rutura, com tempos de espera que atingem as três horas para casos urgentes. Apesar dos apelos à calma das autoridades de saúde, a sobrelotação e o encerramento de serviços revelam a pressão extrema sobre o SNS.