O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou uma situação crítica, com doentes classificados como "muito urgentes" (pulseira laranja) a aguardarem quase 14 horas pela primeira observação médica, quando o tempo máximo recomendado é de 10 minutos. Pelas 09h30, a média de espera para três doentes nesta situação era de 13 horas e 46 minutos. Simultaneamente, a Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora/Sintra emitiu um comunicado alertando para "incorreções nos tempos médios de espera" apresentados no portal do SNS, que indicavam esperas de mais de um dia para doentes não urgentes. A administração garantiu que a situação "não afeta a atividade assistencial nem a segurança dos doentes", embora outros dados do mesmo dia apontassem para uma espera média de mais de 19 horas para doentes urgentes nessa unidade.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Saúde Pública, Francisco George, contextualizou a pressão atual com a "epidemia" de gripe, um fenómeno esperado todos os invernos, apelando à calma mas também à precaução. Estes episódios, somados, ilustram um sistema de saúde sob forte tensão, a lidar com uma elevada afluência e com aparentes falhas nos sistemas de informação ao público.














