A subida de António José Seguro para a liderança e a queda de Luís Marques Mendes para o quinto lugar agitaram as campanhas e intensificaram o debate sobre a segunda volta. De acordo com a tracking poll da Pitagórica para a CNN Portugal e outros meios, António José Seguro (apoiado pelo PS) lidera com 19,3% das intenções de voto, seguido de muito perto por Henrique Gouveia e Melo, com 19,2%. André Ventura, João Cotrim de Figueiredo e Luís Marques Mendes surgem logo a seguir, todos dentro da margem de erro, o que configura uma situação inédita de pulverização de votos. A comentadora Mafalda Anjos considerou que estas serão "as mais disputadas de sempre em Portugal".
Este novo cenário teve um impacto imediato nas estratégias de campanha.
A candidatura de Marques Mendes, que surge em quinto lugar, intensificou o apelo ao "voto útil" no centro-direita, alertando que "dispersar votos ao centro" não é bom para a democracia. Por sua vez, António José Seguro, embalado pelo resultado, reforçou a sua mensagem de que o voto nele serve "também para combater os extremismos", posicionando-se como o único candidato de esquerda capaz de passar à segunda volta. João Cotrim de Figueiredo, também em posição competitiva, aproveitou para atacar a "fraqueza" da campanha de Mendes, que recorreu ao apoio direto do primeiro-ministro.














