A falta de mão-de-obra e o envelhecimento da população são apontados como os principais entraves ao crescimento económico a longo prazo. Para mitigar estes problemas, a organização recomenda a integração de mais jovens e idosos no mercado de trabalho e a limitação gradual das reformas antecipadas. No que diz respeito à crise da habitação, a OCDE apresenta propostas controversas, como o agravamento do IMI, a tributação reforçada de mais-valias na venda de residências principais e o reforço das regras fiscais sobre casas devolutas. O objetivo é aumentar a oferta de habitação, que a organização considera ser limitada por “frequentes alterações políticas que criam incerteza para os investidores”.

A OCDE sugere ainda uma reforma fiscal para simplificar o sistema e reduzir taxas, mas aconselha prudência na implementação de “novas medidas orçamentais com caráter expansionista”.

Em resposta, o Secretário de Estado do Orçamento, João Nuno Mendes, afirmou que as reduções de IRS e IRC prometidas pelo Governo “são para implementar”, assegurando que a gestão orçamental necessária será feita posteriormente.