Nas gravações, o atirador não demonstra arrependimento e recusa pedir desculpa, afirmando que queria “sair por conta própria”.

O Departamento de Justiça dos EUA informou que, durante as buscas ao armazém onde o corpo de Cláudio Valente foi encontrado, o FBI recuperou um dispositivo eletrónico com quatro vídeos gravados após os ataques. Nesses vídeos, o antigo aluno da Universidade de Brown admite que planeava o ataque “há muito tempo”, especificamente durante “seis semestres”.

Apesar da confissão, Valente não apresentou um motivo claro para os crimes.

A psicóloga Ana Mota Teles explica que a gravação de confissões pode estar ligada a uma “procura de fama”.

Nos vídeos, o atirador queixou-se de ter ferido um olho durante os disparos e recusou qualquer pedido de desculpas, declarando: “Não vou pedir desculpa a ninguém porque na minha vida também nunca me pediram desculpa”.

A investigação revelou que Valente e Nuno Loureiro foram colegas de curso no Instituto Superior Técnico (IST) em Lisboa, onde Valente foi monitor antes de a instituição rescindir o seu contrato no ano em que partiu para os Estados Unidos.

O suspeito foi encontrado morto pelas autoridades após os crimes.