As negociações sobre garantias de segurança para Kiev avançam, mas a Ucrânia insiste na necessidade de acordos juridicamente vinculativos, enquanto no terreno os ataques russos continuam a causar destruição. Numa nova fase diplomática, delegações ucranianas e dos seus aliados, incluindo os EUA, reuniram-se em Paris para discutir as garantias de segurança.

Zelensky sublinhou que a Europa “precisa de mais ousadia e de decisão mais rápida”, defendendo que os compromissos devem ser “apoiados pelos Parlamentos” e pelo “Congresso dos Estados Unidos” para terem força legal. No entanto, analistas apontam que “não existe nenhum plano que defina exatamente quais são as garantias de segurança”. A situação geopolítica permanece complexa, com a Europa a sentir-se “dependente de duas vontades que não controla: Vladimir Putin e Donald Trump”.

Enquanto a diplomacia avança, a guerra no terreno não abranda.

Soldados ucranianos no Donbass relatam uma situação “mais difícil”, sentindo-se exaustos e desacreditados face aos avanços russos em Pokrovsk.

Ataques russos às infraestruturas energéticas deixaram as regiões de Zaporijia e Dnipropetrovsk quase completamente sem energia, demonstrando a contínua ambição russa por hegemonia, reforçada por um discurso de patriotismo que recupera símbolos do passado bélico.